terça-feira, 10 de julho de 2012

Premonição 2

"Premonição 2" parte da mesma ideia do original: alguém tem a visão de um acidente, um grupo consegue escapar só que daí um a um vão sendo "ceifados" pela morte.

O segundo filme não foi escrito e nem dirigido por James Wong, mas por David R. Ellis que segundo o IMDB tem participação em diversos filmes de ação como dublê... além de ter dirigido "Serpentes a bordo"... enfim, nenhum grande mestre.


Bom, o segundo filme é interessante. Nele há uma importante ligação com o primeiro. Como Alex tinha visto o acidente de avião e impediu algumas pessoas de embarcar, a posterior morte dessas pessoas impediu algumas outras de morrerem. Coincidentemente era pra essas pessoas terem morrido no acidente da estrada mas Kimberly tem uma visão e os impede de entrar na estrada.

Algumas informações a seguir podem ser spoilers (caso ainda exista no mundo algum fã do gênero que não viu esse filme).

O filme começa no aniversário de um ano da tragédia com o vôo 180. (Aparece a notícia na tv). A câmera vai "passeando" pelo quarto de Kimberly e foca em um chaveiro em que se lê "Road RIP" (RIP pra quem não relacionou uma coisa a outra é uma sigla para "rest in peace", muito usada em túmulos). Bom, provavelmente está escrito "road trip", mas a letra T é tampada.


Quando Kimberly está saindo de casa para a viagem, o pai percebe que há uma mancha no chão onde estava o carro... é óleo, mas parece sangue. O pai liga para que ela averigue, mas os amigos não deixam.

Uma mendiga aparece do lado do carro com latinhas de refrigerante, o saco se rompe... No rádio fala do aniversário do acidente quando um ônibus escolar passa por eles. Kimberly troca a estação e toca a música "Highway to hell" do ACDC. Bom, "estrada pro inferno"!
Um caminhão de madeira enorme quase bate no carro e depois um outro passa por eles. É um caminhão de cerveja - curiosamente está escrito "beba com responsabilidade", mas o motorista está bebendo! A marca é fictícia: Hice Pale Ale. Bom, é a mesma marca da cerveja que Carter estava bebendo no café em Paris pouco antes de ser atingido pelo luminoso e morrer.

Kimberly também vê um garotinho brincando com um caminhão e uma caminhonete vermelha, como a de Kimberly. Ele faz os dois veículos baterem.


Logo depois acontece a visão... e todo o mega acidente.

Bom, isso foi a visão. Kimberly desperta exatamente na hora que a mendiga se aproxima do carro. Ouve o rádio, vê o ônibus escolar (que agora é um ônibus do colégio das vítimas do vôo 180), muda a estação... quando toca ACDC ela entra em pânico. Tenta impedir as pessoas de entrarem na rodovia colocando o carro no meio da pista. Um policial vai conversar com ela... quando ela sai do carro, o acidente acontece à frente deles... E um caminhão vindo na transversal atinge com tudo sua caminhonete, matando seus amigos. Ela olha pra placa de trânsito e lê o número 180.

Ela lembra do acontecido no ano anterior e pensa que pode estar acontecendo novamente. Pra variar, as vítimas "salvas" não acreditam que entraram para a lista da morte.


O primeiro a morrer de modo estranho foi o cara que ganhou na loteria. Ele se considerava muito sortudo pois tinha ganhado na loteria, escapado de um acidente daqueles... e, quando tudo parece dar errado, ele acha que tinha novamente escapado. Mas não, a morte não estava nem ai pra "sorte". Lembrando o que o agente funerário (Morte?) disse no primeiro filme: "Na morte não há acidentes, nem coincidências, nem azar e nem saída".

Depois disso, Kimberly com a ajuda do policial, que parece ser o único a acreditar nela, vai até Clear - que tinha sobrevivido ao acidente do vôo 180 e continuava viva (Alex tinha morrido atingido por um tijolo? Oi?) Clear tinha se internado em um manicômio, achava que ali estaria protegida de tudo.
Mas as palavras de Kimberly sobre ela ser covarde a fizeram sair de lá e tentar ajudar os sobreviventes.

As duas juntas chegam a conclusão que, desta vez a morte estaria agindo ao contrário... Já que os primeiros a morrer depois do acidente foram seus amigos e, depois deles o garoto da loteria - que na visão de Kimberly morreu pouco antes deles. Dessa forma ela consegue montar uma lista da possível ordem das mortes - só que num acidente como aquele, não teria como ser exata.

Os próximos seriam uma mãe e seu filho adolescente. O garoto não consegue escapar - se bem que eu acho que se ele tivesse morrido no consultório do dentista (como de início parece que vai acontecer) teria sido mais interessante!

Eles vão procurar o agente funerário - que ele é alguma coisa especial isso é! Dessa vez ele conversa mais ou menos na mesma ideia, de que não dá pra  fugir da morte. Diz que "somente vida nova pode derrotar a morte" e que deveriam seguir os sinais. Ah, ele sabe o nome da Kimberly sem ela ter dito!!!

Nora, a mãe do garoto morre um tempo depois, quando os outros sobreviventes se juntam para conversar sobre o que está acontecendo. Bom, nem todos. A grávida não estava lá.


Pensam que o bebê que ela espera pode ser a tal nova vida que o agente funerário falou. Pensam que se ela conseguir dar a luz ao bebê, tudo acabará.

Ao tentar encontrá-la, eles descobrem que há uma ligação entre todos eles e as mortes dos sobreviventes do vôo 180. Rory, o drogado, lembra que perdeu um concerto num teatro de Paris. Ele tinha as entradas mas além de estar "bem louco", um cara morreu bem ali perto porque tinha sido acertado por um luminoso (Carter). O teatro pegou fogo e todos morreram. Kat não morreu em uma explosão de gás em um hotel, que matou todos os hóspedes porque se atrasou - o ônibus que estava tinha atropelado uma garota (Terry). O policial Tom não morreu em um tiroteio que matou vários outros policiais porque saiu para atender a um chamado de acidente de trem que tinha batido em um carro, com um garoto morto por um estilhaço (Bill). O professor Eugene deveria ter morrido em um atentado no colégio, outro professor morreu - era pra ele estar dando aula naquela turma naquele dia, mas teve que substituir uma professora que tinha morrido (Sra. Lewton). Kimberly tinha ficado boquiaberta vendo na tv a reportagem sobre o "suicídio" de um garoto (Tod). Não acreditava que tivesse sido suicídio... só que por isso, se atrasou para se encontrar com a mãe, que foi morta por ladrões.
Se todos tivessem embarcado no vôo 180, todos ali também estariam mortos. Ou seja, a morte deveria estar muito brava com eles!



Só que no caminho pra encontrar a grávida, eles sofrem um novo acidente (que foi meio que ocasionado por ela - que estava sendo levada pro hospital pra ter o bebê).
A princípio ninguém se fere... mas depois! Ai ai ai... mais mortes! Só restam Kimberly e o policial - Clear também morre - carbonizada, como deveria ter sido nas duas outras vezes (avião e no carro, quando Alex a salva).
Não entrarei em detalhes de todas elas. O importante é que quando o bebê nasce Kimberly percebe que não acabou não... A mulher teria sobrevivido ao acidente! Ou seja, não é essa nova vida!
Ela liga as pistas e percebe que precisa "quase morrer".

Bom... parece que tudo tinha terminado bem. Ela consegue sobreviver, ganhar uma nova vida. Eles parecem estar felizes. Mas ai, é claro que a dona morte não gosta de deixar barato né?!


É bacana esse filme também. Dessa vez não há o apelo para personagens adolescentes bonitos. A maioria das pessoas envolvidas são mais velhas. Dessa vez a morte parece um pouco mais malvada!
Bom, eu fico pensando... É bem sádica essa dona morte. Por que ela não mata as pessoas com ataques cardíacos ou coisas do gênero? Bom, por que se fosse assim, não existiria um filme!!! hahahahaha!

Espero que a Dona Morte esteja bem entretida com outras coisas antes de olhar o meu nome na listinha! Por que... eu sei que ele está nela... Assim como o seu!

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