domingo, 31 de outubro de 2010

Dia das Bruxas

Hoje é 31 de outubro, dia das bruxas!


Gostaria de escrever um post sobre o assunto, ou então indicar filmes... Mas vários sites e blogs já fizeram isso. Ai pensei em indicar filmes ruins, mas também o Boca do Inferno fez isso. hehehehehe!

Já que é Halloween e feriado, que tal você rever os filmes da série "SAW"? Afinal de contas, semana que vem estréia o sétimo e (espero) último. Quando falo "espero" não é porque não gosto da série... (veja o post anterior).

Pra quem gostou do primeiro "Atividade Paranormal" (que não é o meu caso) vá ao cinema ver o "2".

Indico o site Boca do Inferno que trouxe várias coisas bacanas sobre o assunto. Esse que é o site que me inspirou a criar esse blog!

http://bocadoinferno.com/artigos/halloween-origens-lendas/

Ou então, faça como eu. Releia Harry Potter!


Happy Halloween!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Saw


Acabei de assistir a Jogos Mortais 6... eu não tinha visto ainda. Não vou, neste post, contar o enredo de cada um dos 6 filmes... Só fazer alguns comentários.
Confesso que, a princípio, gostei muito dos dois primeiros, mas depois perdi um pouco o interesse... Só que mais tarde, analisando os filmes, mudei de ideia. A história é genial. Não tenho certeza se continuará assim, já que semana que vem estreia o que estão chamando de última parte. Espero realmente que seja. Acho que já está longo demais e precisa de um fim pra poder se tornar uma obra-prima completa.


Os filmes contam a história de John Kramer, um homem que pra mim não pode ser chamado de vilão. John, o “Jigsaw” é uma espécie de serial killer... mas ele não mata ninguém. Coloca as pessoas em uma espécie de jogo no qual devem refletir sobre suas vidas e tomar escolhas que podem resultar na morte de pessoas (ou dela mesma). Ninguém que participa dos jogos de Jigsaw é inocente ou bonzinho. Elas precisam estar ali. Precisam refletir sobre suas vidas. Precisam aprender a fazer escolhas certas. Esses jogos são como uma terapia que ele acredita realmente funcionar.
John era casado com Jill Tuck, uma terapeuta. Ela trabalhava com dependentes químicos, na tentativa de livrá-los do vício. Mas foram feridos “mortalmente” por um deles... Um daqueles que Jill tentava curar faz com que ela perca o bebê que esperava com tanto amor. Isso machucou muito John. Além disso ele descobriu que tem um câncer muito severo. Ou seja, é um cara que não tem mais expectativa de vida e que resolve ajudar as pessoas a refletirem sobre a vida delas.
Ok, ok... os métodos empregados por John são um tanto sádicos! Além disso, quem é ele pra escolher quem precisa ser testado? Quem é ele pra julgar o que é certo ou errado? Talvez isso o torne um tipo de vilão, mas continuo acreditando que ele, na verdade, é só alguém que quer ajudar... uma espécie de anjo torto. Tá mais pra filosofo que maníaco. Afinal, ele sempre joga na nossa cara (em todos os filmes) que não sabemos dar valor à existência. Essa série e esse personagem me fazem pensar sobre mim e minha vida. Primeiro, que escolher nunca é fácil e sempre que escolhemos um lado, deixamos outro (ou outros). Segundo, não dá pra ajudar todo mundo. Terceiro se realmente amamos a vida é preciso pensarmos em nós mesmos. Claro que devemos tentar ajudar quem amamos... Mas mais importante do que fazer por ela, é fazer com que ela se ajude. Cada um precisa superar seus obstáculos, cada um precisa fazer suas escolhas. Sabe... aquela velha história de não dar o peixe, mas ensinar a pescar.
Bom, ele também não é tão mau assim, pensem um pouco. Muitas pessoas (e isso me irrita profundamente em algumas “vítimas”) simplesmente não conseguem entender as regras!!! Não vou citar nomes pra não escrever spoilers... Mas algumas são óbvias pra quem viu os filmes! Dá ou não dá raiva!?? Muitas vezes é só relaxar e deixar as coisas acontecerem... Mas não, somos incapazes de ouvir os outros e de ter calma. Olha só se Jigsaw é ou não é um sabedor da alma humana?
Outra coisa que me irrita nas “vítimas” é que não conseguem se controlar e fazem tudo errado ou então não conseguem sacar as coisas. Ok, estão sobre pressão... Não deve ser nada fácil pensar com calma numa situação limite como as propostas por ele... Mas ainda assim. Mais uma vez eu digo. O problema não é ele, mas a nossa fraqueza, nossa maldade, nossa incapacidade em lidar com a vida.
Sabe do que eu me lembrei... Não tem nada a ver com os filmes... Quando estamos em um avião, a aeromoça fala pra, em caso de pane e despressurização, colocarmos as máscaras de ar primeiro em nós mesmos e só depois ajudar alguém! Nunca passei por um acidente aéreo (e, espero nunca passar!!!) mas certeza que, muita gente morre porque não escuta isso e quer salvar alguém do lado que parece mais frágil. Primeiro nós! É difícil ouvir, é difícil seguir as regras, é difícil assumir que precisamos pensar primeiro na gente mesmo (como poderemos ajudar alguém sem antes estarmos bem?).


Os filmes nos fazem refletir demais. Acho que por isso que eu até não ligo tanto pro lado gore. Adoro filmes de terror e suspense, mas prefiro muito mais os psicológicos que os simplesmente violentos. Acontece que, pra mim, essa série é muito mais psicológica que violência pura. Claro que muitos vão dizer que Saw é só sangue, mutilações e carnificinas em geral. Mas continuo afirmando, pra mim não é!
John diz coisas incríveis nos filmes... Não marquei pra escrever aqui direitinho, mas algumas ideias ficaram na minha cabeça. Ele diz que não é assassino, e que na verdade, despreza os assassinos... que o que ele faz é reabilitação. John Kramer nos ensina a não menosprezar a vida.
Acho que o pessoal que pensou na continuação da série pode até ter errado em alguns momentos (a história é ótima, mas poderia ser resumida em uns 3 filmes...) Quiseram lucrar demais e, agora, todo ano no Halloween tem mais um Saw. Isso até já virou motivo de piada. Uma vez, vendo “Two and a half man” apareceu uma piada em que o garotinho (que é um folgado escroto) era mais velho, e um “perdedor” que trabalhava num cinema vendendo pipocas. O cartaz atrás dele era Saw # (um número imenso que não me lembro mais... Mas coisa de 32, 25... por ai! Hehehehehe). Por isso espero realmente que em novembro essa história acabe.
Se acabar (e acabar direito) pode se tornar um ícone do mundo do terror. Uma obra-prima! Será encerrado e então cultuado. Agora, se começar a palhaçada de continuar mais e mais... Afe, até eu que curto a série vou perder o respeito.

No filme 6 muitas coisas começam se resolver e, a situação já está no limite.

Bom, daqui uns dias (depois que eu ver o sétimo) volto aqui e escrevo outro post mais completo, com uma análise mais profunda de tudo isso. Por hora quero dizer pra vocês verem Saw. Mas verem mesmo, não só pelo sangue e pelas tripas... Mas pelas ideias lançadas. Pela reflexão. Mas tem que ver todos, desde o começo. Não dá pra ver fora da ordem, já que muita coisa se perderá. Os personagens estão ligados, os fatos são quase todos simultâneos.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O último exorcismo

Antes de qualquer coisa, gostaria de deixar claro que este blog não se pretende ser um veículo de críticas e análises profundas sobre filmes de terror. É apenas um lugar em que venho e escrevo sobre algo que gosto do jeito que eu quero - afinal, a liberdade da internet me permite isso.
Ontem fui assistir o comentado (tanto pelo bem como pelo mal) ÚLTIMO EXORCISMO. Sai de casa sem muitas expectativas, afinal já tinha lido várias críticas negativas e, apesar de ter lido e ouvido coisas positivas também, achei melhor somente me sentar na frente da tela e esperar para tirar minhas próprias conclusões.
Já aviso que este post terá spoilers, pois não posso deixar minha opinião se não colocar alguns.


O filme se pretende ser um falso documentário (o que na minha opinião já é uma ideia bastante batida), mas  ok... por que o que vemos não é uma fita "encontrada", mas um documentário editado, com créditos, trilha sonora e edição. Ok, isso não me incomodou.). Ele começa com a história do reverendo Cotton Marcus, um pastor celebridade que atrai muita gente pras suas pregações pelo seu estilo engraçado, empolgante e alegre. O fato é que ele não acredita mais naquilo tudo mas mesmo assim, continua (já que, como ele mesmo diz, se acostumou e tem uma família para sustentar). Acrescente a isso o fato dele ser um exorcista.
É bem interessante o ponto de vista dele sobre isso, já que não acredita nisso. Pra ele o exorcismo é muito mais como um placebo, mas algumas pessoas precisavam daquilo, por acreditar que realmente estavam possuídas. E por isso ele continua fazendo. Dos tantos exorcismo que acontecem no mundo todo (feitos por pessoas de várias religiões) alguns não são bem sucedidos. Um garotinho tinha morrido asfixiado em um (que não tinha sido ele que fez), mas aquilo o deixou mal. Ele tinha um filho da mesma idade e começou a ter pesadelos em que ele, em um exorcismo, sufoca o próprio filho com uma sacola plástica. - Todas essas coisas são contadas por Cotton no documentário (não tem cenas de flash back).
Ele recebia muitas cartas de pedidos de famílias desesperadas e resolve levar o grupo de documentaristas com ele para mostrar como realizava o exorcismo, para mostrar como tudo era uma farsa, mas que funcionava.
Saem, então, para encontrar a família Sweetzer (formada por 3 pessoas: Louis, o pai - um cara super crente e cristão ortodoxo; o filho Caleb, um adolescente super estranho e a filha Nell, a supostamente possuída). Louis perdeu a esposa anos antes e desde então cria sozinho seus dois filhos. Comenta sobre a dificuldade em fazer isso e revela que tirou Nell da escola para educá-la em casa. A garota matava animais durante a noite e não se lembrava dos feitos na manhã seguinte...
Reverendo Cotton decide realizar o exorcismo (e usa de todo seu arsenal de charlatanismo para mostrar como ele acontece - isso inclui gravações em latim, sons de demônios, anéis que dão choque, um crucifixo que solta fumaça, fios fazem com que coisas balancem...). Depois do "show", e de tudo parecer bem e resolvido, eles vão embora pra um motel e, no meio da noite... do nada, a menina Nell aparece no quarto de Cotton. Ela passa mal (vómito) e eles a levam pra um hospital. O pai não autoriza a realização de testes psiquiátricos por não acreditar na medicina tradicional (já que esta não conseguiu salvar sua esposa), acredita profundamente que a menina continua possuída. Cotton se desespera por acreditar que a menina sofre graves transtornos psicológicos... e essa crença é acentuada, quando ligam do hospital dizendo pra suspender um dos remédios prescritos, já que quem os prescreveu não sabia que a menina estava grávida! Pois é... grávida!
Cotton e a equipe acreditam que ai é que mora o problema da garota: foi estuprada pelo próprio pai (que, convenhamos, é mais maluco que ela... além de ser um bêbado). Os acessos de fúria da menina continuam e a preocupação por seu bem estar só aumenta. Cotton sente-se responsável por ajudá-la.
Contam pro pai sobre a gravidez e ele, crente até o fim, acredita que sua filha foi "profanada" pelo capeta. Não quer, de jeito nenhum, acreditar que ela possa ter problemas mentais. E... claro, não assumiria tê-la engravidado caso o tivesse feito.
Caleb é atingido pela menina em outro acesso de fúria (ela o corta no rosto) e escreve um bilhete desesperado para Cotton - "Não a deixe sozinha com ele". Isso acentua as suspeitas do reverendo e da equipe técnica sobre Louis.
Ah, já ia me esquecendo: a menina faz uns desenhos meios estranhos (ela diz que não se lembra de tê-los feito...)


Enquanto o pai está com o filho no hospital (pra "arrumar" o estrago feito pela menina), Nell tem outro acesso... levanta da cama, rouba a câmera deles (que estavam dormindo), vai até o celeiro e mata um gatinho (é a cena mais "forte" do filme). O pobre bichano é morto com a câmera... sim, ela bate várias vezes nele com a câmera, que fica ensanguentada. Depois volta pra casa e tenta se aproximar de Cotton, mas é surpreendida pela equipe. Todos acordam, percebem o que aconteceu... (eles assistem o que ela gravou... isso não aparece, mas sabemos disso porque comentam sobre o gato). A menina é trancada no quarto...
O pai chega e se desespera com a situação e diz que se eles não forem fazer o exorcismo, devem sair de sua propriedade que ele mesmo resolverá tudo do jeito dele (detalhe: matando a menina, já que Cotton diz, no começo, que só existem duas saídas para se livrar daquele demônio: o exorcismo ou a morte).


Cotton resolve ajudar (para tentar salvá-la) e vão todos para mais um exorcismo. Só que dessa vez, a menina se contorce toda... (e faz aquele movimento do cartaz! Nossa... quanto alongamento! - Já que comentam por ai que a atriz Ashley Bell fez todas essas posições sem precisar de dublês ou efeitos especiais!). Cotton questiona o tal demônio que fala pela menina... dizendo ser só uma criança que não sabe o que fala. Depois de alguma enrolação e nenhum clímax, aparece na fazenda o pastor da cidade com sua ajudante (que tinha algumas diferenças com Louis, mas que mesmo assim resolve ajudar a família); estão todos no quarto conversando sobre a gravidez dela... e a menina comenta sobre um Logan, menino que trabalhava na fazenda e que a seduziu. Tudo parece ter se resolvido. Ela desabafou, e agora poderá ficar mais leve e tranquila.
Mas Cotton, antes de ir embora, decide procurar o tal Logan... nisso descobre que ele é gay e que só a viu uma vez, há uns meses numa festa da igreja.
Bom... mas como se ela não ia mais a igreja? Ou ela ia e mentia pro pai? Será que ela estava escondendo alguma coisa? Será que era realmente o pai o maluco que a engravidou? Ou teria sido outra pessoa? O irmão Caleb?
Intrigado, Cotton decide voltar à fazenda... apesar da equipe não estar a vontade. Voltam. A casa está vazia... mas percebem que foi toda "profanada" com símbolos satânicos (pentagramas e outros símbolos que já vi em livros de bruxaria). Mas a casa está vazia. Ouvem gritos e percebem uma fogueira.
Oh! Há uma galera ali, no meio do mato realizando uma espécie de ritual satânico conduzido pelo pastor!!! Nell está amarrada a uma mesa (altar) e seu pai, vendado, amarrado a uma árvore. O pastor (e satanista?)  retira da menina um feto (aborto?) que diz ser o demônio! Joga o bebê (que é tão pequeno que mais parece um feto mal formado) na fogueira e o fogo aumenta. Cotton decide ir até eles e, aparentemente em dúvida (Oh, será que é tudo verdade! Será que essas coisas realmente existem!) pega seu crucifixo e vai lutar contra o demônio. Os outros dois da equipe tentam fugir mas são capturados pelos fanáticos.
E é isso.
O cameramen corre, corre, corre... A câmera filma o chão, tá escuro (muuuuuito Bruxa de Blair) e, quando para, vira pra olhar pro outro lado e vê Caleb (sim, o irmão estranho) com uma faca... e este corta sua cabeça (é o que parece) e a câmera cai. Acabou o filme.

Bom, pra mim é um filme quase bom. Tinha tudo pra ser bom. A ideia era boa... (apesar de não ser inédita). Esse negócio de questionar a fé, o fanatismo, de mostrar o charlatanismo de padres e pastores... de nos fazer ficar na dúvida sobre a veracidade dos fatos... Se Nell estava realmente possuída ou se seus problemas vinham de questões psiquiátricas (causados por abuso sexual, a morte da mãe, o isolamento).
Pra mim o filme "cagou no pau" em fazer o fim como a gatota tinha previsto em seus desenhos. Isso tirou a possibilidade da dúvida (que na minha opinião teria sido muito mais interessante, gerando várias discussões). Ok, o gatinho que ela desenha... beleza. Afinal de contas, foi ela que matou o bichano e aquilo poderia ter sido um ato inconsciente. Mas ah... colocar Cotton com o crucifixo cercado pelo fogo! Ah... foi exatamente assim sua última cena! E a moça em pedaços e o cameramen decapitado! Ah... me decepcionei (e... nem mostraram as cenas, pelo menos se mostrassem teriam agradado a galera que gosta de sangue nos filmes).
O fato é que pra mim teria sido muito mais legal se a gente tivesse a dúvida reforçada. Eu, por exemplo, quando vi o pastor ali, conduzindo um ritual pensei: que legal! Foi ele quem estuprou a menina!! Legal, o filme vai criticar esses tantos padres e pastores que abusam sexualmente de crianças e adolescentes! Foi ele e, por ser quem é, pode ter conseguido fazer com que Caleb pensasse mal do pai... achando que o pai fosse um monstro, que ele era mal e o responsável pelo que vinha acontecendo a Nell. Não seria difícil convencer um adolescente estranho, ainda tocado pela morte da mãe que o pai é mal (ainda mais um pai como o Louis, todo estranho).
Além disso, poderia sim ficar a ideia de real possessão... que demônios existem e a menina tinha sido escolhida pra mãe do filho da besta!
O fato é que se eles não deixassem claro, a discussão prevaleceria... mas com o fim que fizeram, fica só... "viu, era tudo verdade! Tenham fé em Deus! Acreditem no diabo!"
Ah... raso, superficial demais.
O filme poderia ter acabado com eles indo embora... sem morrer... Ou então sendo sim perseguidos pela turma do pastor... mas com a câmera caindo, quebrando e parando de gravar... (mas ai... como eles teriam as imagens? E mesmo na situação proposta pelo diretor... como eles teriam as imagens??? A câmera e todo o material da equipe escaparam miraculosamente? Se eles os mataram, destruiriam as provas disso!).
Seria muito mais real se a equipe fosse embora correndo, ok... desligasse a câmera e fossem editar todo o material pra gente ver o que vimos no cinema.
Enfim, se vale a pena ver o filme... sim, vale. Mas sem expectativas.
Como eu disse, gostei do filme até os minutos finais... e, bom, isso não foi a primeira e nem será  a última vez que acontecerá.
Precisamos de roteiristas bons e corajosos! Ousados e criativos!!!
Nota 3,5 (de 5)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Poltergeist

Nesse clima de "espíritos" (com a fama do filme brasileiro "Nosso Lar") resolvi rever um grande clássico desse tema: Poltergeist. Para animar o domingão frio e chuvoso (dia da eleição - que também, vamos combinar, daria um ótimo filme de terror!) assisti Poltergeist ao lado de minha sobrinha de 7 anos! Isso mesmo, é bom aprender a gostar desde cedo! hahahahahaha! E ela nem ficou com medo!

Não sei se é porque estou crescidinha, mas achei o filme bem fraco! (No quesito MEDO) - como disse, nem minha sobrinha de 7 anos ficou. Eu tinha em minha memória que este era um filme assustador! Sei lá o que aconteceu! (Talvez seja porque, atualmente, os fantasmas não assustam mais... temos muito mais medo dos malucos de carne e osso que podem aparecer a qualquer momento - é só olhar as páginas dos jornais!)

Ainda assim é um filme bem legal! (Aos mais jovens que ainda não viram, vale a pena ver!)

É engraçado ver os efeitos bem mal feitos (mas que na época eram sensacionais!). Poxa, o filme é de 1982, o ano que eu nasci (e... vamos combinar, já não sou nenhuma menininha! hahahahaha)



O filme conta a história da família Freeling que é atormentada por fantasmas em sua casa. Tudo começa com a pequena Carol Anne ouvindo vozes e conversando com o televisor. Depois os fantasmas começam a se comunicar movendo móveis. A princípio, tudo acontece de maneira bastante amistosa... mas, aos poucos, as coisas vão ficando mais assustadoras, até que em uma tempestade a paz acaba! A menininha é, então, sequestrada pelos espectros. Todos se desesperam e pedem ajuda a especialistas. Primeiramente pedem socorro a cientistas que garantem resolver os problemas... mas nem eles imaginavam que as coisas estavam tão feias naquela casa. A situação se torna desesperadora e resolvem chamar uma médium. Ela (uma figura minúscula com uma voz fininha!) sabe o que está acontecendo e os ajuda a resgatar Carol Anne.
Então descobrimos que aquela casa tinha sido construída sobre um antigo cemitério.
A família decide sair daquela casa para tentar uma nova vida. Quando tudo parece resolvido, eles (os espíritos) retornam, com ainda mais força.


Sabemos que o filme teve continuação (dois outros filmes: Poltergeist II - O Outro lado, de 1986 e Poltergeist III - O Capítulo Final, de 1988). Estes não foram tão elogiados como o primeiro, que se tornou um clássico dos anos 80.


É um filme bem feito, com uma ótima trilha sonora (chegou a ganhar oscar na época) e muita mão de Steven Spielberg (roteirista e produtor). Além disso, foi bastante cercado por polêmicas - já que alguns atores morreram de modo estranho. Por exemplo, Dominique Dunne, que interpretou a filha adolescente, morreu no mesmo ano do lançamento do filme, asfixiada pelo seu namorado (bom, isso não ficou provado até onde eu sei... O fato é que o cara dizia tê-la encontrado em estado de choque... Ela ficou em coma alguns dias e morreu. A menininha loirinha que fez Carol Anne (Heather O'Rourke) também morreu estranhamente aos 12 anos, logo depois de ter filmado o terceiro filme, em 1988. Bom... se os espíritos tem alguma coisa a ver com essas mortes... eles não quiseram chegar perto de Spielberg, heim!?






Vejam esse filme! Vale a pena! Não porque seja muito assustador, mas por ser um grande clássico do cinema de horror, feito com muito cuidado. Esse filme influenciou muitos outros que vieram depois.
Mas fique tranquilo... apesar de algumas gosmas, dá até pra assistir comendo pipoca! (E pra convidar as crianças, como eu fiz! hehehehehe)



Título original: (Poltergeist)
Lançamento: 1982 (EUA)
Direção: Tobe Hooper

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A Casa de Cera

Hoje assisti um filme já meio passado que ainda não tinha visto (por ter ouvido falar mal): A Casa de Cera (House of Wax).
Quando o filme saiu em 2005 não me senti atraída... Primeiro porque adoro museus de cera e não queria pensar na possibilidade de ficar com medo deles e, principalmente porque o elenco me parecia uma bomba! Elisha Cuthbert, a eterna chata filha do Jack Bauer (24 horas) e Paris Hilton (precisa comentar alguma coisa?). O fato é que o tempo passou e resolvi ver. E preciso confessar: eu gostei!
Pois é, gostei do que vi. Não se trata de um super filme de terror, mas é um daqueles que vale a pena sim!

A história é meio boba e repleta de clichês: um bando de jovens bonitos e chatos que vai viajar, faz um caminho alternativo, precisam de ajuda, a ajuda é o bandido, são perseguidos... corre-corre, esconde-esconde, mortes... Ai, ai...
Os personagens são bobos e há uma tentativa (sem fundamento, na minha opinião) de tentar fazê-los ter profundidade. Por exemplo, a personagem da paris Hilton tenta contar pro namorado o filme inteiro que está grávida. Por quê? O que isso muda na trama? Nada! O irmão da "Kim Bauer" é um bad boy que joga muita bola mas foi espulso do time de futebol por ter roubado um carro (e depois descobrimos que nem foi ele!) Pra? Nada disso muda nada na trama! Penso que se colocam característicasa marcantes na personalidade dos personagens, elas devem ser aproveitadas na históra.

Bom, só estou falando mal... então como gostei?

O fato é que apesar desses problemas o diretor é bastante ousado. Por exemplo, as cenas violentas não são escondidas. É tudo mostrado sem dó nem piedade! (Incluindo uma cena em que uma cabeça é esmagada por um taco de baseball! Ecti!). Além disso, apesar do cliche da trama, algumas coisas surpreendem. Por exemplo... a ordem das mortes! (sim, vou contar. Se não viu o filme e não quer saber, pare de ler imediatamente!!!!!!!)


A primeira morte é justamente do personagem que acreditamos que vai escapar! O menos chato de todos! E... que morte! Esse filme valeria a pena apenas pela cena em que ele é transformado em boneco de cera. Medonha! Não tem como não se arrepiar, por exemplo, com a "depilação facial" pela qual ele é submetido e, menos ainda, com os litros de cera quente que são despejados sobre sua pele sem que ele possa se mecher (está preso por uma máquina bizarra que molda, inclusive, sua expressão facial!). É (sadicamente falando!) sensacional.

Tem outra coisa que acontece no filme que me fez soltar um "yes!!!" no meio do filme: mocinhos acertam o bandido com flechas. Ele cai. Mocinhos certificam-se de que ele está morto, dando uns chutes. Nada. Ai a mocinha fica perto do corpo estendido no chão a procura de balas para a arma e..... quando todo mundo espera que a mão do cara pegue a perna ou o braço da mocinha nos dando um baita susto....... Nada! Isso mesmo! Nada! Eu achei isso "do caramba"! Já estava esperando pelo susto certo e fui enganada... Tomei um baita "olé"! hahahahahaha! Sensacional!

Pra mim, Casa de Cera é um filme bastante sensorial. Não levei nenhum grande susto, mas as sensações que me provocou foram super legais. Por exemplo, quando os jovens estão acampados sentem um cheiro muito forte de coisa morta, podre. Você acha que são pessoas mortas... mas não. Descobrimos de um jeito mega grotesco que são animais mortos (e chega a ser possível sentir ou pelo menos imaginar o fedor nauseante de todo aquele monte de bichos mortos). E toda aquela cera... me deu muita aflição! A cera quente, a cera endurecida... ecti!

Bom, trata-se de um filme digno! Provavelmente não entrará pra história como um dos grandes filmes da última década, mas merece ao menos ser visto e respeitado.

Não viu... veja sim. Não fique como eu estava, cheia de preconceitos.

Ah, por falar em museu de cera, a edição desse ano das noites do horror do Hopi Hari tem como tema um museu de cera. Eu vou semana que vem e depois conto minhas impressões.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Arraste-me para o inferno

Ontem liguei a TV e ia começar "Arraste-me para o inferno", filme de Sam Raimi que eu ainda não tinha visto.
O diretor Sam Raime, que é provavelmente mais conhecido pelos "Homem Aranha", começou sua carreira com filmes B de terror, como o mega legal "A morte do demônio", 1981 (trilogia "Uma noite alucinante"). Gosto mais da direção de Raime em filmes de terror B! Muito mais!!! Este é um filme cheio de clichês antigos: gosma, cemitério, fantasmas, demônio... efeitos especiais toscos e pouca enrolação. Não é um super filme, mas na minha opinião é um dos melhores (se não o melhor) filme de fantasmas feitos nos últimos tempos. Particularmente não sou muito fã dos remakes de filmes japoneses (que pra mim, são histórias que ficariam muito mais assustadoras se contadas por um bom contador de histórias em volta de uma fogueira em uma noite enluarada). Este é um filme que chega a ser divertido, não dá muito medo... mas até pode assustar algum tipo de público - sobretudo aqueles que acreditam em fantasmas e maldições.


Titulo original: (Drag Me to Hell)

Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Sam Raimi

O filme conta a história de Christine, uma moça de origem humilde que veio do interior para trabalhar na cidade grande. Ela trabalha em um bando e está de olho em uma possível promoção, mas para isso precisa provar ao chefe que é uma pessoa de fibra e que sabe tomar decisões difíceis. Um dia, uma velha senhora aparece por lá para pedir prorrogação de seu empréstimo, já que não tem dinheiro para pagar suas dívidas e será despejada de sua casa. A moça recusa o empréstimo. A velha se humilha, ajoelha e implora à jovem que mantém sua decisão (para impressionar o chefe). Ao sair do banco, Christine é atacada pela velha (a luta entre elas é bem loca! hehehehe! A velha é uma espécie de monstro... ela não morre! hehehehe). Ao final da briga, ela arranca um botão da roupa de Christine e, com esse objeto, a amaldiçoa.
Só que a tal maldição não é qualquer maldição! O demônio Lâmia viria buscar a alma da dona do objeto amaldiçoado em três dias, e a levaria para o inferno (literalmente). No começo do começo do filme, vemos uma cena dos anos 60, quando um garotinho estava amaldiçoado por Lâmia e é levado por ele pro inferno! (Ousado o diretor de matar criança no cinema!!! Isso é uma raridade). Ou seja, pelo prólogo, sabemos a força do demônio e da maldição.
Acontece que Christine (na minha opinião) é uma idiota - como a maioria das mocinha dos filmes de terror. Se o demônio vem pegar a alma do dono do objeto, por que raios ela não deu o objeto pra alguém logo que descobriu isso!!!! Bom, (spoiler!) essa "dica" aparece no fim do filme, só que a bocó faz o serviço errado!
Para terminar, preciso contar o final (pelo menos mais ou menos). É que achei muito legal! Uma super cena ousada de Sam Raime... como sabemos, nem todos os filmes de terror tem final feliz! (Algum tem? Agora fiquei na dúvida, não consegui lembrar de nenhum).
 
 
Sem mais delongas, gostei do filme. Não o colocarei entre meus favoritos, mas achei bom! Vale a pena ver, principalmente pra quem gosta de filmes de fantasmas, demônios. Ah, também é bom praqueles que gostam de terror mas detestam a chuva de sangue dos filmes "gore".
 
Até a próxima!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A Chave Mestra

Ontem revi "A Chave Mestra". Estava de bobeira em casa e, o filme estava pra começar na TV. Resolvi rever.





Titulo original: The Skeleton Key
Lançamento: 2005 (EUA)
Direção: Iain Softle





Caroline Ellis (Kate Hudson) é uma jovem enfermeira que acompanha doentes terminais. Ela quer juntar dinheiro para estudar e se tornar uma enfermeira de verdade. Ela é contratada para acompanhar um senhor inválido, que teria sofrido um derrame, Ben Devereaux (John Hurt), que mora com sua esposa Violet (Gena Rowlands) em uma casa isolada na cidade de Nova Orleans, sul dos Estados Unidos. Caroline é uma pessoa muito preocupada em ajudar o próximo, sobretudo pessoas mais velhas, já que perdeu seu pai (de quem não era muito próxima - e sente-se culpada por isso). Vê em Ben uma possibilidade de se redimir.
Acontece que a tal casa fica em uma região repleta de crendices populares, sobretudo por causa dos negros, que trouxeram sua cultura e lá, misturando religiões africanas com européias, criaram algo como a nossa umbanda (mas é diferente!). Uma espécie de magia negra, vudu... essas coisas.

O local, portanto, é famoso pela quantidade de cerimônias místicas lá realizadas, mas Caroline acha essas crendices uma besteira e se mantém cética.
Ben por causa do suposto derrame está paralisado e mudo mas, seus olhos parecem querer dizer algo à Caroline.
Violet, a esposa de Ben, entrega uma chave mestra que abre todas as portas mas, em suas andanças, a moça encontra uma porta escondida. Caroline encontra atrás dessa porta, um cômodo com várias antiguidades, espelhos e ainda coisas estranhas aparentemente ligadas à prática de algum tipo de magia: a tal magia negra ou vudu muito comum na região.
Só que, aos poucos, ela percebe que Ben acredita naquilo tudo e pensa que pode ser por isso que está assim. Decide procurar saber mais sobre essa religião para poder ajudar Ben. Ai é que começa seu tormento, já que descobre que Violet é quem está por trás disso.



Bom, pra começar, o título original "Skeleton Key" é uma chave que você pode encontrar durante jogos de RPG que abre todas as portas do jogo.  Fiquei curiosa (se alguém souber, me diga!) pra saber se esta expressão, em inglês, significa "chave mestra"... bom, acho que não.... (só pra quem joga RPG! hehehe).

Como vocês podem ver na sinopse, o filme não tem nada a ver com RPG e, a tal chave que a mocinha ganha no começo, nem é tão importante assim - só se pensarmos que foi a chave que abriu as portas para ela conhecer a tal magia (afinal, como eles dizem no filme, é preciso crer para ver!).

O frato é que, pra mim, este é um filme fraco. Não é ruim de tudo - principalmente porque gosto desse tipo de história que envolve crendices populares. Além disso, o final é muito legal! Nada previsível! (Eu me lembro que quando vi o filme pela primeira vez fiquei encantada pelo final.) Claro que vendo novamente, podemos perceber alguns indícios já no começo... Mas ainda assim, o que acontece foge um pouco dos clichês.

Não é um filme repleto de sustos ou de cenas nogentas. Se recomendo? Bom, é difícil dizer. Não é um super filme... mas vale a pena sim. É só não esperar um super filme e nem super atuacões. Se estiver de bobeira, como eu ontem a noite, vejam sim!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Hora do Pesadelo - 1984

Acabei de rever "A Hora do Pesadelo" de 1984.

É interessante porque vi, recentemente, o remake e até já comentei sobre ele aqui. Queria só dizer mais uma vez que o antigo é muito melhor!

Apesar de não ter tanta tecnologia para efeitos especiais na época, o filme consegue nos prender na poltrona muito mais que esse novo. A versão original foca muito mais nos pesadelos e na tensão. Essa nova quer falar de drogas pra ficar acordado e pedofilia... Além do que, realmente o antigo Freddy Krueger (Robert Englund) é muito melhor. O filme novo perdeu uma das melhores sacadas do antigo: um Freddy irônico, que ria e brincava com as personagens (claro que do jeito dele! rs).
Continuo achando que este é um dos melhores filmes de terror que já foi feito até agora.

Titulo original: A Nightmare on Elm Street
Lançamento: 1984 (EUA)
Direção: Was Craven





Breve sinopse:
Um grupo de adolescentes tem pesadelos horríveis, onde são atacados por um homem deformado com garras de aço. Ele apenas aparece durante o sono e, para escapar, é preciso acordar. Os crimes vão ocorrendo seguidamente, até que se descobre que o ser misterioso é na verdade Freddy Krueger (Robert Englund), um homem que molestou crianças na rua Elm e que foi queimado vivo pela vizinhança. Agora Krueger pode retornar para se vingar daqueles que o mataram, através do sono. (adorocinema.com)



Pra quem nunca viu, vale DEMAIS a pena ver!

Viva Freddy Krueger!




http://medoecia.blogspot.com/2010/05/hora-do-pesadelo.html

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A Hora do Espanto

Hoje eu revi "A Hora do Espanto". Resolvi rever os filmes de vampiros e, na onde de "Crepúsculo" e vampiros gatões, achei que seria legal começar com esse. Lembro que, quando o vi pela primeira vez, achei o vampiro principal muito gato e charmoso. E não era só eu... todas minhas amigas concordavam.
Ao rever o filme percebi que ele continua legal. Claro que os efeitos especiais são precários, mas a história é bacana e o clima é bem interessante.
Este é mais um dos típicos filmes adolescentes dos anos 80. Não é super sombrio e assustador - tem até um certo toque de comédia. O clima não é tão sombrio e, em várias cenas, nem parece um filme de terror.
Tem vários elementos clássicos das histórias de vampiros, como crucifixo, água benta, alho, estacas, caixões... Aquela história de que os vampiros não aparecem nos espelhos e que se forem convidados, podem entrar sem nenhum problema na casa das pessoas. Ah, claro que nada de luz do sol (diferente, ainda bem, daquela ideia mega gay de vampiro brilhar ao sol).

Titulo original: (Fright Night)
Lançamento: 1985 (EUA)
Direção: Tom Hollan


Charley é um adolescente americano fascinado por filmes de terror. Sempre assiste a um programa chamado "A Hora do Espanto" (Fright Night) em que o apresentador, Peter Vincent, se entitula grande caçador de vampiros - na verdade ele é um ator de filmes de terror. Só que um dia, ou melhor, noite, enquanto Charley está em seu quarto namorando, escuta um barulho na casa ao lado, que estava vazia. Novos moradores estavam chegando e, pelo que ele observou, eles carregavam um caixão. Charley achou aquilo tudo muito estranho e, sua mente apaixonada por filmes de terror ficou cheia de ideias.
Um dia ele observa que uma bela moça loira entra na casa e, depois, descobre pela tv que ela tinha sido assassinada. O rapaz, então, começa a suspeitar do vizinho. Em outra noite ao espiar pela janela do seu quarto vê o vizinho com uma bela mulher... e percebe que ele tem presas: sim, ele é um vampiro. Charley tenta convencer os amigos e a mãe do que viu mas ninguém acredita. A tal moça também aparece morta e ele decide contar a polícia o que viu. Claro que eles não acreditam. O vampiro, porém, fica furioso e vai até a casa de Charley. Todo sedutor, é convidado a entrar pela mãe do rapaz... ou seja, a partir de então conseguiria entrar na casa sem problema. Acontece que a noite, quando ele está sozinho no quarto, o vampiro aparece e o ameaça pessoalmente. Charley consegue escapar aquela noite, mas o vampiro promete voltar.
Desesperado, o garoto resolve procurar Peter Vincent, o apresentador de "A Hora do Espanto". Ele nem escuta o garoto que considera maluco. Mas ele está realmente desesperado. Seus amigos resolvem ajudá-lo e vão até o ator, pedindo pra que ele prove pra Charley que seu vizinho não é um vampiro. Ele acha tudo ridículo, mas Amy o convence - com US$500. Eles ligam para Jerry (o tal vizinho vampiro) e pedem para fazer uma visita exatamente para provar o tal absurdo. Jerry concorda. No dia seguinte Peter Vincent, Amy, Charley e Ed vão até lá. Peter fala pra Jerry beber um líquido que diz ser água benta. O rapaz observa bem o líquido e decide bebê-lo. Fica a tensão! Mas nada acontece. Amy fica toda encantada por Jerry (vampiro gatão e charmoso, lembra!?). Quando estão de saída, Peter Vincent decide dar uma olhada em seu espelho sem que ninguem percebesse e observa o que não queria ver: ele não aparece! Ou seja, é um vampiro. Fica assustado e deixa o espelho cair. Todos saem dali... mas o vampiro percebe que eles sabem e resolve ir a caça.
Ai a aventura começa pra valer!

Como eu disse anteriormente, as maquiagens são bizarras e os efeitos especiais mega trash! Mas tem todo aquele charme dos anos 80.


Olhem só essas maquiagens. Olha o tamanho da boca dessa mulher! hehehehehehe!


E olha só que gatão o vampiro lindo dos anos 80:


Vale a pena conferir esse clássico do terror dos anos 80. Já alerto que, para os amantes do terror gore da atualidade, o filme é meio fraco: provavelmente não levarão grandes sustos e nem terão vontade de vomitar, mas ainda assim, assistam!
Se tiverem dificuldade de achar por ai em videolocadoras, dá pra ver uma versão dublada em 11 partes no youtube.

O Iluminado

A primeira vez que vi esse filme, ainda era uma criança. Na época não consegui guardar todo o filme, mas algumas imagens me perseguiam, como a das menininhas no corredor, a velha na banheira o sangue que saia dos elevadores.
Na minha infância, morei em uma casa antiga, do final do século XIX. O banheiro tinha uma enorme banheira (enorme pra mim, na época) que era fechada por uma cortina. Confesso que, depois de ver "O Iluminado", sempre batia na cortina quando entrava no banheiro, para me certificar que não havia ninguém morto em estado de putrefação lá dentro.
Só que os anos se passaram e eu, já não lembrava mais o nome do filme. Quando eu tinha 15 anos, uma nova versão saiu e eu, que já naquela época gostava de ver filmes de terror, aluguei (lembro que eram duas fitas) sem relacionar uma coisa a outra. Coloquei o filme e, mesmo com as imensas diferenças, me veio a mente o nome do filme que eu tanto tentava rever: "O Iluminado".
Essa casa ficava do lado da videolocadora - literalmente ao lado. Várias vezes minha mãe, brava por algum motivo, me dizia pra não por os pés na rua e eu, pra sacanear, ia pra locadora sem colocar os pés na calçada, apenas pulando da porta de casa, pra porta do estabelecimento - e quando ela reclamava eu respondia: "Mas não coloquei o pé na rua!", riamos e eu escapava da bronca. Lá na locadora eu perguntei sobre outra versão de "O Iluminado" e a moça da loja me mostrou o de Stanley Kubrick.
O filme de 1997 é, sem sombra de dúvida, mais fiel à obra de Stephen King (livro que só fui ler aos 18 anos, quando o encontrei em um sebo). Porém, a tensão do filme de Kubrick é insuperável.
Muitos dos fãs de King não gostam do filme de Kubrick, principalmente por ele resumir a história e focar muito mais no problema piscológico que afeta Jack no que na força sobrenatural. Eu concordo, porém gosto muito mais do filme deKubrick que do livro de King.
O filme tem problemas: sim. Na minha opinião o maior deles é a atuação de Shelley Duvall como a esposa de Jack. Primeiro, porque quem é da minha idade, certamente olha pra ela e se lembra da Olívia Palito (filme também de 1980 que ela fez... com o Robbin Willians como Poppey!). Sua atuação não nos agrada e, confesso, depois de ver esse filme várias vezes, torço pra que Jack dê uma machadada na sua cabeça. Consta que até mesmo o diretor teve problemas com ela, chegando a gravar uma mesma cena 100 vezes para conseguir o efeito que queria.
Uma coisa bacana, pra mim, é o como o diretor fez para trabalhar com o pequeno Danny (Danny Lloyd), de 5 anos na época. Consta que o menino não soube (pelo menos até o filme estrear) que estava rodando um filme de terror! Que imaginação, heim!


Titulo original: (The Shining)
Lançamento: 1980 (EUA)
Direção: Stanley Kubrick 


O filme começa mostrando as belas montanhas ao som de Berlioz, e o fusquinha amarelo subindo até o grande Overlook. Jack Torrance é contratado para ficar como zelador do hotel, nas montanhas do Colorado, durante o rigoroso inverno, quando a neve o deixava isolado. Alguém precisava ficar por lá para a manutenção. Como Jack queria escrever um livro, pensou que essa poderia ser uma boa oportunidade para ter paz e conseguir escrevê-lo.  O gerente do hotel conta pra ele o que tinha acontecido, anos antes, com um zelador, afim de alertá-lo sobre os problemas de permanecer tanto tempo isolado nas montanhas. Mesmo assim ele vai pra lá com sua esposa e seu filho pequeno (que tem um amigo imaginário chamado Tony - que é seu dedo indicador).
Quando eles chegam ao hotel, o cozinheiro Dick Halloran percebe que Danny é especial, é um iluminado (que consegue ver coisas e pode ter poderes sobrenaturais, como o de se comunicar com a força do pensamento... como o próprio cozinheiro podia). Danny comenta com o cozinheiro sobre as visões que teve antes mesmo de chegar ao hotel e ele o diz que algo terrível aconteceu naquele hotel e que era preciso ficar longe do quarto 237 (no livro, o número é 217. Dizem que a mudança aconteceu a pedido do dono do hotel que serviu de cenário para o filme, que tinha medo que os hospedes ficassem com medo e não quisessem mais o quarto 217. O quarto 237 não existe no hotel verdadeiro).
O isolamento começa a causar sérios problemas mentais em Jack e ele vai se tornando cada vez mais agressivo e perigoso... enquanto isso seu filho, andando de triciclo pelos corredores, tem a visão de duas meninas de vestidinho azul. Elas aparecem normais e depois assassinadas. Danny não conta pra ninguém o que viu. Um dia, ao brincar com carrinhos, uma bola rola em sua direção - parece ter vindo justo do quarto 237, o proibido. Ele, curioso, decide ir até lá. Depois disso as coisas vão ficando cada vez piores. Uma mulher na banheira do quarto 237 agarra o pescoço de Danny... Wendy acha que foi Jack e passa a persegui-lo com um taco de beisebol. Jack descobre o salão de baile e lá no bar encontra personagens da história do hotel, entre eles, Grady, que Jack relaciona com o antigo zelador que matou a família (só uma curiosidade, o nome que o gerente do hotel fala pra ele é Charles Grady... e o homem do bar, que o ajuda e o dá dicas, é Delbert Grady. Seriam a mesma pessoa?).
As coisas saem do controle e Jack passa a perseguir a família com um machado.


Esse não é um filme repleto de sangue ou sustos, ainda assim nos deixa grudados na poltrona, tensos. A mistura que o diretor faz com o problema psicológico do isolamento com os elementos sobrenaturais (que no livro pendem mais para o lado sobrenatural, diferente do filme que é bem mais psicológico) nos faz pensar muito mais na história: poderiamos fazer o mesmo? Como deve ser assustador para uma criança ter que fugir do próprio pai, aquele que deve protegê-la?
Nossa... a cena do labirinto é incrível... dá muita agonia ver o pequeno Danny fazendo o possível para apagar suas pegadas e se esconder na moita gelada.
Se vale a pena ver esse filme? Sim e muito! E muitas vezes.
Pela direção, pela atuação de Jack Nicholson, pela trilha sonora, pela fotografia, pela tensão...

Garota Infernal

Vi esse filme sem muita espectativa. Não tinha ouvido falar nada sobre ele (bom, nada além dos comentários sobre Megan Fox - a "gostosa"). De maneira geral achei um filme legal... bem adolescente, fraco mas com uma boa história. Sempre que isso acontece penso que o cinema de terror precisa de bons roteiristas urgentemente. Conheço pessoas que gostaram do filme, mas pra mim ele poderia ser mais sombrio - Ok, ele foi feito pro público teen e não pra gente como eu que gosta de terror dos bons, daqueles que nos sentimos pregados na poltrona, tensos...




Titulo original: (Jennifer's Body)
Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Karyn Kusam


O título brasileiro também não me agrada, preferia o jargão "possuída" (mesmo que já existam outros filmes com esse nome). Mas enfim, está feito e é esse o nome que temos.


A história se passa em uma pequena cidade americana (Devil's Kettle - caldeirão do diabo - como a cachoeira que tem na cidade) onde vivem as amigas Jennifer (Megan Fox) e Needy (Amanda Seyfried). Apesar de bem diferentes (Jennifer é toda fogosa e bonitona, cobiçada pelos meninos da escola e Needy tem aquele ar de nerd e beata de igreja) as duas são amigas inseparáveis desde a infância. Um belo dia, ou melhor, noite, a safadinha da Jennifer chama a amiga quietinha Neddy para ir a um bar local onde uma nova banda de rock fará um pequeno show. Jennifer, claro, fica se insinuando pros caras da banda... Nisso um grande incêndio acontece no local! Confusão, gente morrendo queimada, fogo por todo lado. As duas meninas conseguem escapar (muita gente morre nesse incêndio), mas Jennifer encontra os caras da banda - que também conseguem escapar. Eles a chamam pra dar uma voltinha... conhecer a van da banda. Needy, a certinha, acha um absurdo... mesmo assim, a amiga aceita o convite e entra na van.
Neddy vai pra casa... ela está sozinha falando com seu namorado (pelo telefone) quando ouve um barulho estranho. Vai até a cozinha e encontra Jennifer toda ensanguentada e vomitando um líquido estranho (além de estar estraha).
Depois disso ela passa a agir de forma muito estranha, por vezes arrogante e desprezando os mortos no incêndio. Consciente de que é objeto de desejo dos garotos da escola, ela passa a atraí-los para depois come-los, literalmente.
Ai começa a matança!!! Que vai acabar só quando a amiga percebe o que está acontecendo e resolve salvar seu namorado que está para se transformar na mais nova vítima de Jennifer. E ai o desfecho que, bom... não vou contar aqui.

O filme não começa pelo começo... mas com a Neddy aparecendo com cara de má na janela do quarto de Jennifer... o que nos faz pensar que ela é a garota do mal. Depois vemos uma Needy internada em um sanatório... Uma Needy agressiva que acaba sendo colocada em uma espécie de sala escura, como aquelas de presidios.
O nome da cidade, Devil's Kettle, que faz referência como já comentei acima, à cachoeira, será importante - Não é a toa que Needy nos explica isso no começo e nos mostra o que há de especial na tal cachoeira. Há uma espécie de redemoinho e, todos ficam espantados porque tudo que entra lá, não aparece mais! Esse será o palco do ritual que transformará Jennifer no monstro cheio de dentes devorador de homens.

Será que conto o final? Sempre tenho vontade! hehehehehe...
Bom, sem muitas delongas, o filme acaba meio que como começa... com a cena que Needy olha pelajanela do quarto de Jennifer.
Ah, gosto bastante do final... do quando já estão passando os créditos. Muita gente sai do cinema ou desliga o video em casa no começo do fim e perde de ver o que Needy faz com os caras da banda que fizeram aquilo com Jennifer. Imagens estéticamente lindas... não perca!

Boa diversão pra adolescentes e iniciantes no mundo do terror... Mas já aviso, pra quem espera ver Megan Fox pelada vai ficar decepcionado... nem dá pra ver nada! (Bom, mas tem uma cena de beijo entre as duas meninas...)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lobisomem

Assisti "Lobisomem" (The Wolfman) ontem. Já tinha ouvido coisas boas e ruins sobre o filme e resolvi, agora que estou de férias, vê-lo para tirar minhas próprias conclusões.
O longa do diretor Joe Johnston tem vários atores que eu gosto muito: Benício Del Toro (que também é um dos produtores do filme) como o Lobisomem, meu super querido Anthony Hopkins (que dispensa apresentações!) como Sir John Talbot, pai do personagem de Del Toro e Hugo Weaving (o eterno Agente Smith de Matrix). A mocinha é a não tão bonita e não tão boa atriz Emily Blunt (que ficou "meio" conhecida pela Emily de "O diabo veste prada").
O filme, até onde eu sei, é um remake de "O Lobisomem", de 1941.
Bom, não sei exatamente o que dizer sobre o filme de 2010. Achei um filme muito bonito estéticamente. Me remeteu ao cinema expressionista do começo do século XX (quando os filme de terror começaram). O filme tem imagens lindas em clima noir, a luz da lua batendo sobre as árvores criando aqueles efeitos de filmes de terror antigos, meio vintage... achei lindo. A história em si é boba. (Sobretudo pra mim que venho de uma região em que muitas pessoas juram de pé junto que já viram um lobisomem). Ok... essa foi, de certa forma, a primeira história sobre lobos apresentada ao público no cinema (a que deixou o monstro conhecido). Pesquisei e li isso sobre o filme de 1941, que foi por ele, que o lobisomem ficou conhecido.
Não posso dizer que achei o filme ótimo... mas é bom. Indico para aqueles que gostam de cinema de arte, para aqueles que gostam desses monstros mais antigos e lendários... Pra quem curte o terror gore e cheio de sustos, nem pensar. Vão achar o filme chato e idiota.
Pra mim que, além de gostar demais de filmes de terror, sou historiadora da arte, o filme foi bom. Não posso afirmar, mas acho que o diretor não queria fazer um filme cheio de sustos e efeitos especiais... como já disse, o que percebemos, na verdade, é um clima vintage à la cinema expressionista. De certa forma, uma homenagem.


São ou não são lindas estas fotos?

Só para constar, está acontecendo na cidade de São Paulo o 2º Festival Internacional de Cinema Fantástico, o SP TERROR.
http://www.spterror.com/

Abraços!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Hora do Pesadelo



Hoje fui assistir o novo “A Hora do Pesadelo”. Queria muito ver esse filme... Já fui muito fã de Freddy Krueger, vi todos os filmes várias vezes! Mas há muito tempo não os via. (Inclusive, pensei muito em vê-los esses dias, mas não tive tempo de procurá-los). Ainda assim fui ao cinema hoje, cheia de curiosidade e expectativa.
Logo no começo do filme tomei um baita susto. Não estava esperando... Confesso que achei que não seria surpreendida!
De maneira geral gostei do filme. Hoje em dia há muito mais tecnologia para realizar esse tipo de coisa e isso faz diferença. Porém, não gostei muito do Freddy. Pois é, justo dele... meu “ídolo de terror juvenil”. O antigo, Robert Englund, era muito melhor – ele tinha uma maquiagem “trash”, mas era irônico... Tinha um sorriso sarcástico que eu achava demais! Esse novo Freddy, Jackie Earle Haley, tem cara de mau. Ele não tem nada de cômico e, sua maquiagem não ficou legal... Ok, parece que ele está queimado! (Bem mais que o antigo, que como já disse, era meio mal feita!) Enfim, senti falta do sarcasmo... do jeito brincalhão.
Fora isso, gostei sim. Nessa versão eles colocam Freddy não mais como um assassino de crianças, mas como um pedófilo. Acho mais atual (ainda mais com todos esses escândalos atuais de pedofilia, envolvendo, sobretudo padres – pessoas que deveriam zelar pelas crianças – assim como o jardineiro da escola infantil). Nessa nova filmagem não há a caldeira onde Fredy queimava pistas... Mas mesmo nesse filme, nos sonhos, eles geralmente iam parar em um cenário que lembra caldeiras... muita fumaça, fogo, canos...
Algumas cenas do filme dos anos oitenta foram refilmadas nessa versão, como por exemplo, a cena da banheira, a cena da cama, o Freddy aparecendo na parede... Cenas memoráveis que gostei de ver na tela grande.
Acho que os mais jovens que não conhecem a história de Freddy Krueger vão gostar do filme. Tem susto, sangue, mistério (não pra nós que conhecemos a história)... A maioria dos filmes de terror atuais apela para os fantasmas orientais, ou então, para os loucos psicopatas... Fazia tempo (pelo menos pelo que eu tenha notado) que não apareciam “monstros” como Freddy.
Vou assistir o filme antigo e depois volto aqui pra falar mais... fazer uma análise comparativa. Por hora, deixo a dica: vale a pena SIM ver o novo “A Hora do Pesadelo”.

Só não vale ficar com medo de dormir!

(Olha o antigo Freddy... só pra comparar!)

domingo, 2 de maio de 2010

Hannibal Lecter, M.D.


Chega a ser complicado falar de Hannibal Lecter, meu vilão adorado. Ele já foi eleito pela BBC o maior vilão do cinema de todos os tempos e, na minha opinião, o que o faz tão famoso é que, apesar dele ser um monstro abominável, não conseguimos ter raiva dele (pelo menos eu não consigo).
O personagem é elegante, charmoso, culto e sabe usar as palavras como poucos. Apesar de nos ter sido apresentado em 1991 pelo filme “O silêncio dos inocentes”, ele nasceu pelas mãos do escritor americano Thomas Harris em 1981 com o livro “Red Dragon” (O Dragão Vermelho). O livro “The silence of the lambs” é de 1988. Em “O silêncio dos inocentes” conhecemos um Hannibal prisioneiro em um hospital psiquiátrico, condenado a prisão perpétua. Ele não é exatamente o vilão do filme, mas ajuda a encontrá-lo em suas conversas com a estudante da Academia do FBI Clarice Starling.
Sobre os filmes, o melhor na minha opinião é “O silêncio dos inocentes”. A atuação de Hopkins é primorosa. Seus olhares, seu jeito de falar... Gosto de todos os filmes (o mais fraco é, sem dúvida, o último “Hannibal, a origem do mal”. Não gosto muito do menino que faz Hannibal jovem... e aquele furo estranho que ele tem na bochecha me irrita! Hehehehehe!)
Eu que sou um tanto conservadora para cronologia dos fatos, teria gostado muito mais se conhecessemos mais aquele canibal no primeiro filme; o ideal teria sido que o conhecessemos com “O Dragão Vermelho”, que só foi lançado nos cinemas em 2002. Mesmo “Hannibal” que encerra a história foi lançado antes, em 2001. Ou seja, pra fazer uma análise do personagem é preciso ler os livros (é possível encontrá-los traduzidos pro português em algumas livrarias) ou então ver os quatro filmes (creio que essa sequência pode cooperar:

HANNIBAL, A ORIGEM DO MAL
titulo original: (Hannibal Rising)
lançamento: 2007 (França) (EUA) (Inglaterra)
direção: Peter Webber

DRAGÃO VERMELHO
titulo original: (Red Dragon)
lançamento: 2002 (EUA)
direção: Brett Ratner

O SILÊNCIO DOS INOCENTES
titulo original: (The Silence of the Lambs)
lançamento: 1991 (EUA)
direção: Jonathan Demme

HANNIBAL
titulo original: (Hannibal)
lançamento: 2001 (EUA)
direção: Ridley Scott

Hannibal Lecter nasceu na Lituânia e era filho de uma família rica (eles viviam em um castelo). A região que vivia foi devastada durante a segunda guerra mundial por causa dos ataques dos nazistas aos russos. Sua família resolve sair de casa e se refugiar em uma cabana, porém o local foi palco de uma briga entre nazistas e russos, e isso matou os pais do pequeno Hannibal, deixando somente ele e sua irmãzinha Mischa. Os dois estavam escondidos ali no meio da floresta, na cabana, em condições precárias e, se não bastasse tudo o que já tinham passado, alguns saqueadores que tinham trabalhado pros nazistas ocupam a cabana. Como não tinham o que comer, os homens matam Mischa e a comem (no sentido gustativo e mastigatório da palavra). Hannibal vê tudo aquilo e não consegui salvar a irmãzinha. A cabana é bombardeada e os homens fogem, deixando o menino pra trás. Ele consegue sair da casa e é encontrado por soldados russos. Hannibal passa a viver em um orfanato que, ironicamente, fica no castelo que, anos antes, era sua casa. O jovem Hannibal é atormentado pelas visões do que tinha acontecido na cabana e gritava, em seus pesadelos, o nome da irmã Mischa. Como já não suportava mais a situação no orfanato, resolve partir. Vai até a França em busca de um tio que ainda poderia estar vivo. Ao chegar na casa do tio descobre que ele também tinha morrido. Restava apenas sua tia e esta o acolhe. Vão morar em Paris onde Hannibal estuda medicina. Era um aluno aplicado que conseguiu trabalho na universidade cuidando dos corpos que seriam usados nas aulas de anatomia. Se transforma em um rapaz gentil, educado e culto.
Apesar de seguir sua vida, Hannibal não consegue esquecer o passado e resolve sair a procura dos homens que fizeram aquilo com Mischa. Para isso retorna até a Lituânia, à cabana onde tudo tinha acontecido. Lá encontra pistas que o levariam até os canibais. Sai à caça deles para ter sua vingança. Não se satisfaz apenas em matá-los, precisa sentir o gosto da carne, do sangue.
Aqueles homens atormentaram tanto a alma do pequeno garoto que o transformaram em um monstro. Eles o tinham feito comer uma sopa feita com a carne de Mischa... e isso o tinha traumatizado. Ver a irmã morrer para ser comida por um bando de bandidos e, pra não morrer, ter também comido parte dela, mudariam pra sempre a vida de Hannibal.
O último canibal estava no Canadá, o que o fez viajar para a América. Depois de tê-lo encontrado, Hannibal continua sua vida. Continua sendo um médico gentil, educado e culto. Torna-se doutor em psiquiatria. Um grande entendedor da mente humana que trabalha para analisar a mente de assassinos em Maryland e Virginia.
Provavelmente, sua primeira vítima depois de ter conseguido sua vingança foi Mason Verger, um de seus pacientes. Eles se aproximam e Lecter o sugere que se autoflagele – Mason tinha vários problemas por ser homossexual. Ele ouve os conselhos malucos do Dr Lecter e faz várias feridas em seu rosto (chegando a arrancar partes da carne). Hannibal o fere mortalmente, porém Mason Verger sobrevive ficando tetraplégico e com a face deformada.
Dr Hannibal Lecter continua sendo um médico respeitado e cheio de amigos influentes. Mas continua matando pessoas, agora, muito mais pelo simples prazer de degustá-las. O mais interessante é que, como é cheio de amigos importante, frequentemente serve seus convidados com iguarias extraordinárias (carne humana) e todos se deleitam sem saber o que realmente estão comendo.
Como continua colaborando com o FBI na elaboração de perfis psicológicos criminais, Dr Lecter conhece o agente especial William Graham. Graham está investigando um assassino serial que, tudo indica, come a carne das vítimas. O jovem investigador descobre que o assassino em questão é o seu “amigo” Hannibal Lecter. Dr Lecter também descobre que Graham sabe de tudo e decide matá-lo, porém, o investigador sobrevive. Dr Hannibal Lecter finalmente vai para a prisão. Por todos os crimes que cometeu, foi julgado a nove prisões perpétuas. (Bastava uma! Hehehehehe!)
Porém um novo serial killer aparece no pedaço: o “Fada dos dentes”. Como a polícia não consegue encontrar o bandido, pedem ajuda para o agente Willian Graham que estava aposentado desde o ocorrido com Dr Lecter. Ele procura o antigo “amigo” Hannibal e este, mais uma vez o ajuda a encontrar o caminho para o assassino.
Este acontecimento faz com que mais um agente procure o “doutor canibal”, na verdade uma jovem agente, ainda estudante da academia de polícia do FBI: Clarice Starling. A jovem tenta fazer o perfil psicológico de um assassino de mulheres, o Buffalo Bill. Mais uma vez, com seus jogos psicológicos, Dr Lecter consegue fazer com que cheguem ao criminoso. Mas dessa vez, Hannibal tem um plano para conseguir escapar da cadeia. A última vítima (ainda viva) de Buffalo Bill é a filha de uma importante senadora americana: pronto, decide fazer um acordo: informações por uma transferência. Aproveita de todo o circo que montam para sua transferência para conseguir escapar, não sem antes matar algumas pessoas (incluindo ai uma obra de arte, homenagem a Francis Bacon – que ele faz com o corpo de um dos guardas!).
Ele consegue escapar e vai atrás do diretor do hospital-presídio, que está de férias.
O tempo passa, Hannibal Lecter entra para a lista dos dez mais procurados do FBI, porém, ninguém o encontra.
Ele passa a viver na Itália, em Florença. Cria uma identidade falsa e consegue se infiltrar na sociedade florentina. Passa, inclusive a ser respeitado por ser um homem incrivelmente culto. Porém não permanece tanto tempo no anonimato. Uma antiga vítima sua, Mason Verger, não agüenta mais esperar sua vingança e resolve comprar policiais do FBI para ajudá-lo na captura de Hannibal. Através de uma carta que Dr Lecter mandou para Clarice Starling, conseguem localizá-lo.
Dr Lecter então sai do anonimato e, de maneira “sublime”, retoma seus assassinatos, até, por fim, conseguir se livrar definitivamente de Mason (indiretamente, mais uma vez) e fugir.


O que nos faz temer Hannibal Lecter? Será que é seu instinto canibal ou o fato dele ser um psicopata? Ele não reage emocionalmente. No filme “A origem do mal” ele consegue passar por um detector de mentiras na boa, sem nenhum esforço. O modo como mata suas vítimas, sempre tão tranqüilo... como se aquilo fosse normal e belo. Pode existir beleza na morte e no sangue (acabei de me lembrar do filme “Beleza americana” e daquele rapaz que filmava tudo o que via... sua reação quando vê o protagonista morto... o sangue escorrendo). O que acontece de fato é a atração que temos por Hannibal Lecter – claro que isso é “culpa” do excelente trabalho do ator Anthony Hopkins (que lhe rendeu, inclusive, um Oscar pelo papel em “O silêncio dos inocentes”).
Que vilão adorável!
Penso que admiramos os bons vilões. Conseguimos enxergar suas qualidades (mesmo que elas sejam moralmente erradas). Por exemplo, mesmo considerando Hitler um monstro, não deixamos de admirar o seu poder de persuasão. Pra mim, os dois “melhores” crimes de Hannibal são os que ele não faz com as próprias mãos, mas com suas palavras: o do idiota que estava preso no mesmo corredor que ele (o que fala para a agente Starling que consegue sentir o cheiro de sua “boceta”) – que, por sugestão de Hannibal engole a própria língua e, o do homossexual Mason Verger, que se auto-flagela (em uma cena linda – ok, gore... mas linda!).
Hannibal Lecter é um misto de canibal, vampiro e “Dom Juan” (apesar de ser um psicopata, e não “comer” ninguém – no sentido sexual da coisa – não podemos negar seu charme! Ele é muito sedutor).
Esse é o pior vilão... não conseguimos perceber que somos vítimas – até que a lâmina esteja cortando nossa carne. É diferente de um monstro feioso que usa máscara ou que tem o rosto deformado... Assim que o olhamos sabemos que são “do mal”... Mas, se encontrássemos Hannibal em uma sala de concerto, em uma galeria de arte ou em uma bela praça da Europa, não saberíamos. E existem Hannibals por aí. Aos montes. A história desse vilão, conforme nos mostrou seu “pai”, o escritor Thomas Harris, começou com um trauma de infância, como a de muitos malucos por ai. É fato que a maioria das pessoas que se envolvem em crimes tiveram uma infância conturbada... Muitos pedófilos, foram abusados sexualmente quando crianças... Há exceções? Claro. Mas, pelo jeito, não é o caso de Hannibal. Ele é um coitado que morreu em 1944 junto com Mischa. O que restou foi só o monstro, só a casca, só o apaixonante vilão.
Nos quatro filmes temos cenas primorosas, que eu gosto muito. Pequenos detalhes... Por exemplo, a refeição que Lecter faz depois de matar os dois policiais em “O silêncio dos inocentes”, come enquanto saboreia uma boa música... O jantar no começo de “Dragão Vermelho”, a cena da ópera em “Hannibal”... Também gosto muito de ouvir Hopkins dizer, pela boca de seu personagem: “Hello, Clarice!”...
Já está longo demais este post, portanto gostaria de terminar dizendo a quem não viu os filmes que os veja... todos os quatro. Se viu somente um deles, veja os outros. São esteticamente diferentes, cada um com uma pitada do diretor.
Não é uma série que provoca sustos nos espectadores. Aos muito fracos talvez provoque náuseas! Hehehehe!
É isso. Certamente não consegui dizer tudo o que queria. Tentei.

terça-feira, 13 de abril de 2010

PULSE


Hoje me deu vontade de voltar a escrever aqui nesse blog (nem sei se alguém lê, mesmo assim, vim escrever). Passei em uma videolocadora aqui perto de casa que está fechando e vendendo alguns títulos e fui lá procurar algo pra comprar e ver (algo que fosse barato - tinha pouco mais de sete reais no bolso). Comprei 2 DVDS pela bagatela de R$7,00; DVDs originais (mais velhos e gastos - afinal eram de uma videolocadora); um deles foi pra fazer uma série de posts que venho pensando há tempos: sobre os grandes vilões do cinema. Pensei em começar por Hannibal Lecter (meu preferido). Já tinha os filmes "O Silêncio dos Inocentes", "Hannibal" e "Dragão Vermelho"... mas me faltava "Hannibal, a origem do mal" (que já vi na TV). Comprei tal DVD pela bagatela de 3,90. Com os outros 3,00 que me sobraram comprei um filme que não tinha visto e que também nunca tinha ouvido falar. Não tinham muitas opções de terror na loja (e os outros, mais bacanas, estavam mais caros e fora do meu orçamento minguado). O filme é PULSE e é sobre ele que falarei nesse post.

PULSE
titulo original: (Pulse)

lançamento: 2006 (EUA)
direção: Jim Sonzero
atores: Kristen Bell , Ian Somerhalder , Christina Milian , Rick Gonzalez , Jonathan Tucker
duração: 90 min
gênero: Terror

Pulse é um filme bem fraco (para aqueles que gostam de terror), mas não é de todo ruim. A ideia original é boa (garotos investigam ondas magnéticas em busca de uma super rede e, acabam descobrindo em uma frequencia diferente, o mundo dos mortos. O problema é que isso faz com que os mortos consigam atingir nosso mundo usando a rede. O caminho é aberto e não pode mais ser fechado. Esses mortos querem vida e por isso tiram-na dos vivos. Usam a rede para chegar até as pessoas: internet, telefones celulares e afins. Ou seja, não há como fugir. A única maneira é sair das cidades e ir pra locais ermos onde não há conexão nenhuma... nenhum sinal de celular, por exemplo! (Oh, não! Isso sim é assustador!!! hehehehehe).
A ideia de usar o tema da tecnologia e das ondas que levam informações foi bem interessante pra mim. Mais um filme que tem uma boa ideia mas um péssimo roteiro. Vi que ele foi baseado em uma história oriental de Kiyoshi Kurosawa (que virou o filme "Kairo"). Não vi o filme original, apenas alguns videos no youtube. Me pareceu bastante parecido com o americano... algumas cenas eu poderia até dizer que o diretor Jim Sonzero copiou do original... Enfim, o fato é que mais uma vez vejo uma história bacana que foi "assassinada"  no cinema. Penso que as histórias japonesas são melhores se contadas (como os causos que ouvi tanto quando criança no interior) do que se transformadas em filmes. Penso o mesmo de "O chamado", "O grito", "Espíritos" e outros filmes japoneses que foram adaptados pelo cinema americano. Creio que se tivesse ouvido essas histórias sentada em volta de uma fogueira, teria arrepiado de medo.
Voltando a falar de PULSE, é um filme sem muitos sustos e sem muitos momentos de tensão. Não é um daqueles filmes que ficamos presos na poltrona, tensos... Há alguns momentos de susto: sim, mas só para os mais desavisados e que se assustam falcilmente. Vale a pena ver? Bom, se você gosta de terror oriental, sim. Se entende um pouquinho de redes e frequencias eletromagnéticas e gosta de teorias de conspiração: também. Agora se você é fã do bom e velho filme de terror, repleto de suspence, sustos e sangue: não perca seu tempo.
Pelo que vi na internet (só agora depois de tê-lo comprado e visto) é que muita gente não gostou. Mas também há quem o defenda.



Em breve: HANNIBAL
(A ideia é falar de meus vilões preferidos).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Orphan (com spoiler)


Assisti esses dias o filme “A Órfã”, do espanhol Jaume Collet-Serra (diretor do dispensável remake “A casa de cera”). Apesar da nacionalidade do diretor este é um filme holliwoodyano (bem como seu anterior já citado). Isso é um detalhe que parece pequeno, mas não é. Mais a frente, no texto, falarei mais sobre isso.
Começo dizendo que gostei do filme. É uma boa opção para aqueles que gostam de filmes de suspense e dramas familiares. Mas pra mim e minha humilde opinião, não se trata de um filme de terror como é anunciado.
As primeiras cenas até nos fazem pensar que será um filme de terror. Sangue, imagens que se tornam difusas... Mas não. Kate é uma mulher que perdeu há pouco tempo seu bebê que ainda estava na barriga, passando por uma situação traumática, já que teve que carregar a criança morta em seu ventre. Depois de discutir com seu marido, resolver adotar uma criança para que o amor que tinham para dar a essa filha fosse dado à outra criança (detalhe, eles já são pais de duas crianças: Max, uma garotinha surda (ah, a menininha que faz a Maxine é realmente surda) e Daniel, um garoto pré-adolescente. Uma questão que me incomodou no filme (achei uma falha no roteiro) é o fato deles irem ao orfanato onde encontraram Esther apenas uma vez (ok, podem ter ido mais vezes e no filme mostraram apenas uma vez) e pior, como assim... eles tem dois filhos, vão adotar uma criança grande (Esther tem 9 anos) e não levaram as crianças para conhecê-la! Não fizeram uma adaptação e já foram levando uma criança desconhecida pra casa (não tinham histórico da garota no orfanato... sabiam apenas que a família que tinha adotado a menina anteriormente tinha morrido em um incêndio e que ela era russa).
Levam a menininha fofa pra casa. Ela é super estranha, mas os novos pais acham isso lindo no começo da história. Não há nada errado em ser diferente, dizem. Out ra coisa meio boba no filme é que a desconfiança em relação à menina começa quando ela vê os “pais” transando na cozinha e Kate vai conversar com ela, toda jeitosa, envergonhada, com a intenção de explicar a Esther que os adultos, quando se amam, fazem isso! E ela responde que sabe... que os adultos “fodem”. Kate fica assustada com o palavrão usado por ela, como se nenhuma criança falasse palavrão... Isso faz com que ela queira saber a origem da menina... É a primeira vez que ela sugere que deveriam saber mais do passado da menina... Hello! Eles a adotaram... deveriam ter feito isso antes! Também tem uma cena (não me lembro agora se é antes ou depois da transa dos pais, acho que antes), em que Dany está atirando em bonequinhos de plástico e alvos, com uma pistola de paintboll e, vê uma pompa. Ele mira, atira e acerta. O pássaro cai machucado. Ai aparece Esther (e, o que pra alguns pode parecer uma mostra de sua maldade me pareceu mostra de bondade – porque eu acho que ela fez a coisa certa – eu acredito que teria feito a mesma coisa). Ela vê o animal machucado e recrimina Dany. Pega uma pedra e oferece para que ele mate o bichinho pra acabar com o sofrimento dele, que morreria ali de qualquer maneira naquela situação. Dany não tem coragem de fazê-lo, então a menina pega a pedra e, com a maior naturalidade esmaga o pássaro. Está certo, a frieza com que ela faz aquilo é um sinal de que ela é má... mas não sua atitude. Repito, concordo com a atitude dela. Acho que Dany foi mais malvado ao atirar no pássaro.
Meu texto continuará cheio de spoiler, então, se você não viu o filme ou se não quer saber mais, pare por aqui. (Darei outra chance de parar antes de revelar o final do filme).
Há várias outras cenas cheias de maldades da menininha fofa. O interessante é que a mãe começa a desconfiar e o pai não – o que gera uma instabilidade na família (bom... se é que existia uma estabilidade antes de Esther! Pelo que parece o casamento deles já não estava 100%).
Algumas cenas me lembraram muito o filme “Anjo Malvado”, sobretudo a que ela empurra uma menina do alto de um escorregador num parquinho. Esther consegue cativar as pessoas, mas Kate e Dany não se deixam levar pelos seus encantos. Max no começo se encanta, mas quando percebe que a irmã faz maldades, esconde suas maldades por medo. Tadinha dessa menina. Ela ajuda Esther a matar a freira (uau, que cena foi aquela!!! Digna dos mais frios vilões do cinema. A menininha arrebenta! Bom, isso me faz pensar em outras coisas, como por exemplo, como eles fizeram para gravar o filme... o que fizeram pra essa menina! Coitada da criança!). Ah, também tem uma cena de roleta russa que dá um frio na barriga... e muito dó da menina surda.
Resumindo bem a história, Esther mostra quem é: uma maluca psicopata. Adoro a cena em que ela conversa com o pai e fala que a mãe não lhe ama tanto, já que deve ser difícil amar uma criança adotada tanto quanto um filho de verdade. Ai ele diz para que ela agrade a mãe. Nooossa... cena ótima! Ela chega toda fofa escondendo algo atrás de si e diz que tem uma surpresa pra mamãe! A surpresa é um bouquet de rosas... mas não são rosas comuns. Ela tinha cortado a roseira que Kate plantou quando seu bebê morreu. Nela jogou as cinzas da criança e cuidava daquelas rosas com muito amor – pq seriam uma maneira da filha estar ali, viva, ao lado deles. Esther sabia disso. Fez de propósito. Kate a puxa pelo braço com força... Pronto, a fofíssima tem uma carta na manga. Quando todos já estão dormindo vai até um quartinho onde o pai coloca ferramentas e, com muito sangue frio, quebra o próprio braço. Volta pro quarto e começa a chorar chamando pelo pai, dizendo que seu braço ainda doía. Claro que ele percebe que há algo errado. Vão para o hospital: a mãe malvada quebrou o braço da pobre menina. Ai os problemas todos começam a cair sobre a mãe, como se ela fosse a culpada por tudo. Ela que não estava preparada para adotar uma criança. Ela que não era uma boa mãe.
Apesar de Maxine saber que tinha sido Esther quem soltou o freio de mão que fez com que o carro andasse e quase a matasse, não teve coragem de contar... e a culpa: da mãe que não puxou o freio de mão. Quando Dany vai até a casa da árvore em busca das provas contra Esther ela o pega, o tranca lá dentro e ateia fogo no lugar – ele consegue escapar mas cai e fica bem machucado. Ninguém culpa Esther. Max viu e sabia que era ela, mas não tinha coragem de falar nada. Todos vão ao hospital. Lá, claro, a fofa da Esther tenta matar o menino, sufocando-o com um travesseiro. Max tenta alertar os pais, mas chega tarde. O menino já estava morrendo – teve uma parada cardíaca (ok... filme hollywoodyano, lembra?! Nada de matar criancinhas! O menino não morre), mas a mãe (malvada mãe! Pensam todos) sabe que foi Esther e dá um tapão em seu rosto... daqueles bem dados! Todos ficam atordoados e ela (Kate) é sedada e também fica internada no hospital. O pai e a menina, então, voltam pra casa.
Acontece que, enquanto acontecia a cena de Dany tentando encontrar as pistas pra desmascarar Esther, a mãe está buscando pistas sobre a menina. Kate tinha encontrado a Bíblia que ela usava (e não desgrudava) e lá viu o nome de um instituto. Procura este instituto na internet e liga pra lá. Descobre que não se trata de um orfanato, mas de um hospital psiquiátrico. Manda pra eles a foto da menina e seus dados pra tentar descobrir algo sobre ela. Quando está no hospital seu celular toca e eram de lá do tal instituto... e ai fazem a nefasta revelação (MEGA SPOILER!) Esther não é uma garotinha de 9 anos. Ela tem 33 anos e sofre de uma doença rara que faz com que o corpo não se desenvolva. Por isso ela finge ter eternos 9 anos. Contam também que ela é altamente perigosa e que lá, várias vezes era presa em camisas de força (que a deixaram marcas no corpo – ahan... por isso ela sempre usava aquelas faixas horríveis no pescoço e nos punhos)... enquanto isso acontece, lá na casa, a menina se veste de maneira estranha (ah... nesse momento ainda não sabemos que ela não é uma criança). Coloca um vestido sexy que tinha feito customizando uma roupa de Kate... pinta os olhos e passa um mega batom vermelho. O pai, agoniado com tudo, bebeu várias taças de vinho e estava meio grogue. Ai ela chega e se assanha pro pai. Pronto, vai rolar uma cena de pedofilia, você pensa! Mas não... estamos em Hollywoody, não se esqueça... Ele fica bravo e sua ficha começa a cair (até que enfim). É então que temos a tal revelação: ela não é uma criança. Aí vemos a menina se mostrar... Enquanto o pai descobre seus desenhos sombrios feitos com tinta que só é vista com luz negra, Esther tira seu disfarce de criança... os dentes postiços que encobrem uma dentição meio podre, de uma mulher de mais de trinta e não de uma menina de 9 anos – ahá... é por isso que ela não queria ir ao dentista (e o pai besta concordou sem relutar!!! Ai que pai babaca!!!), pequenos seios... Incrível que sua feição muda muito... Parece outra pessoa. Essa é Esther, a verdadeira Esther (quer dizer Leena – esse é seu nome verdadeiro). Enquanto Kate foge desesperada do hospital em direção a casa – já que sabia que o marido corria perigo, ela o mata... uau... outra cena em que a menina se mostra cruel. Depois de você gritar pra si mesmo mais de mil vezes: liga pro 911 sua besta, Kate liga pra polícia. Quando chega na casa encontra Esther. A coitadinha da Max consegue escapar por pouco. Ai é claro tem a cena final, com recursos bem tradicionais desse tipo de cinema: claro que, quando a polícia chega no local o corpo de Esther não está lá... Ela tinha levantado como qualquer bom vilão de filmes de terror. E, é claro foi onde estavam as duas... Susto e uma luta entre as duas mulheres... caem no lago congelado e (mega previsível) ele racha e as duas caem na água gelada. A última cena de Esther também me pareceu “Anjo Malvado”... só que não se tratava de um abismo, mas de um lago... Esther olha pra ela, tentando fazer cara de piedade e diz “Mamãe” e Kate dá voz a nossa vontade e fala que não é a “porra” da mãe dela e lhe dá uma bicuda na cara! Esther cai... morre.
Lembrem-se que nenhuma criança morre no filme... Afinal, Esther não conta.
Apesar de ter criticado algumas partes do filme, gostei dele (como já disse no começo do texto). Não é um filme excelente, mas é muito bacana. Vale a pena gastar duas horas de sua vida com ele (sobretudo pela atuação das crianças).
Fico pensando o que será que o diretor fez com elas? Um dos meus filmes de terror preferidos é “O Iluminado” (filme que também tem uma criança, um menino incrível). Num documentário sobre o Kubrick eu vi que ele só soube que tinha feito um filme de terror quando o filme estreou. Usaram vários jogos pra conseguir os efeitos... e, vocês devem concordar comigo... ele manda muito bem! Bom, espero que as crianças desse filme tenham passado por algo parecido.